Como é organizada a logística de uma expedição do SAS Brasil?

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A quinta edição do SAS Brasil no Rally dos Sertões já está a todo vapor, mas engana-se quem acha que ela começou no último dia 18. A nossa coordenadora-geral Sabine Bolonhini conta agora para o blog detalhes sobre como a expedição foi organizada. Confira:

Quando foi dada a largada oficial para o quinto ano do SAS Brasil no Rally dos Sertões?

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Sabine Bolonhini

 

Sabine Bolonhini – A organização logística da nossa expedição começou no dia 21 de março, quando o Rally dos Sertões foi lançado oficialmente e teve seu trajeto revelado. A partir dessa data, começamos a fazer um levantamento do perfil de cada cidade por onde a competição passaria para ver qual se encaixava no perfil do SAS Brasil. Damos preferência a cidades com menos de 15 mil habitantes, com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo do considerado ideal e que não tenha uma boa estrutura de saúde. Ou seja, que não tenha exames básicos ou seja longe de grandes hospitais, por exemplo.

 

O que influenciou na escolha das cidades atendidas em 2017? 

A primeira cidade escolhida foi Aquidauana (MS) [início da 7ª etapa da competição]. Apesar de ser uma cidade grande, a questão indígena nos chamou atenção porque o acesso à saúde é complexo. Essa será a primeira vez que o SAS Brasil realizará ações em aldeias. Em Santa Terezinha de Goiás [final da 2ª etapa], a prefeitura nos procurou. E em Alto Garças, [cidade que fica a meio caminho entre a 4ª e a 5ª etapas] a estrutura de saúde não é boa, apesar do IDH mais alto. Mas, em geral, sempre procuramos os pontos mais isolados do mapa, analisamos dados do Datasus e priorizamos cidades em que a estrutura não é boa.

Qual é a parte mais desafiadora da organização?

Escolhidas as cidades, o próximo passo da equipe logística é buscar contato com lideranças locais para articular a expedição. Esse é um trabalho bem desafiador. Achar a pessoa que vai abrir as portas. Depende muito do envolvimento da prefeitura. Em Aquidauana, por exemplo, foi preciso ter a autorização dos caciques de todas as aldeias da região, por intermédio da sub-secretaria de assuntos indígenas do governo do Estado. Esse contato é necessário porque a contrapartida pedida pelo SAS Brasil às prefeituras é a hospedagem e alimentação dos nossos voluntários durante os dias de ação e uma equipe de apoio com agentes de saúde local para a triagem dos pacientes que serão atendidos. 

Qual a importância da pré-expedição?

Pela primeira vez, visitamos todas as cidades antes da expedição oficial. Levamos a enfermeira Derlene Gomes e de duas residentes de ginecologia do Hospital Israelita Albert Einstein, Maitê Covas e Marina Zamuner. O objetivo era explicar às equipes locais detalhes do projeto e do processo de triagem. Essa conversa prévia otimizou muito nossa pré-expedição. Também realizamos a coletas dos exames Cobas® e papanicolau, uma das proposta do Projeto Anariá, carro-chefe da próxima expedição, e capacitamos 65 pessoas para a triagem oftalmológica. Foi durante a pré-expedição também que conseguimos resolver detalhes pontuais. Em uma das aldeias que serão visitadas, por exemplo, não tem energia elétrica suficiente para comportar nossa expedição.

Como são definidas as ações realizadas nas cidades? 

Sempre pensamos em ações que podem gerar mais impacto de acordo com a realdade de cada cidade. Em uma das aldeias, por exemplo, há um grave problema de depressão entre os jovens. Por isso, fizemos uma campanha de doação de material esportivo. Esse ano, com o patrocínio do AmigoH, braço de filantropia e pesquisa sobre oncologia e hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein, construímos um novo contêiner, exclusivo para o Projeto Anariá, de saúde e valorização da mulher. Foi uma maneira de aumentar o impacto e depender menos da estrutura local das cidades.  

Para essa expedição, temos 45 voluntários com profissionais de diversas áreas, entre médicos, enfermeiros, engenheiros, entre outros. 

Quinto ano. Desde 2013, o SAS Brasil é o braço social do Rally e leva atendimento médico e ações de entretenimento para as comunidades carentes e isoladas que ficam na rota das provas. Em 2017, entre os dias 18 e 26 de agosto,  nossa caravana com 45 voluntários (a maior já realizada) passará pelas cidades de Alto Garças (MT), Aquidauana (MS) e Santa Terezinha de Goiás (GO). A expectativa é impactar mais de 3 mil pessoas.

Quer ajudar o SAS Brasil a ir ainda mais longe? Nossa campanha de financiamento coletivo no Catarse já está no ar e aguarda você.

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