Voluntários do SAS Brasil contam o que aprenderam durante expedição

25º Rally dos Sertões, Como foi, Voluntários 2017

Até aquele dia, a jovem índia acreditava ser normal não conseguir identificar uma árvore no horizonte ou enxergar com clareza as feições de seus amigos. Moradora de uma comunidade indígena em Aquidauana (MS), ela chegou a sua pré-adolescência acreditando que o mundo ao seu redor era naturalmente embaçado. E que tudo bem ser assim.

Seu primeiro exame de vista da vida, durante a quinta expedição do SAS Brasil no Rally dos Sertões, levou às lágrimas a farmacêutica Tatiana Kim, voluntária do projeto desde 2015.  “Achei que o equipamento estava errado. Eu tenho cinco graus e mal consigo enxergar sem óculos. O exame dela indicava um déficit de sete graus e ela vivia normalmente”, relembra ainda comovida com a situação. A menina foi uma das 492 pessoas beneficiadas com um óculos de grau gratuito do projeto Ver Magia.

Já para o farmacêutico Gabriel Toffoli, a emoção veio durante o agradecimento do cacique da aldeia, que pela primeira vez recebia uma ação do tipo. “Não esperava que seria algo tão impactante. Sou uma pessoa difícil de chorar. Mas, quando ele nos reuniu para agradecer nosso trabalho, foi impossível não se emocionar”, conta.

Tanto Gabriel como Tatiana são da diretoria médica da Roche, patrocinadora do SAS Brasil. Quando embarcaram rumo a Aquidauana, para participar dos dias finais da maior expedição do SAS Brasil no Rally dos Sertões, os dois voluntários não acreditavam que aquela experiência poderia impactá-los tanto.  

“As pessoas esperavam o atendimento felizes, sem reclamar. Todas muito agradecidas. Era como se finalmente alguém se importasse com elas”, conta Gabriel, ao relembrar seu trabalho auxiliando a triagem dos pacientes.

No retorno ao trabalho, um novo ânimo. “Depois de uma experiência como essa, a gente aprende a viver o presente e fazer o melhor que podemos agora”, conta Tatiana sobre os aprendizados dos dias de ação. Para Gabriel, a mudança veio nos pequenos gestos do dia-dia. “Antes de reclamar, penso duas vezes. Sentir na pele a realidade das pessoas que recebem pouco dinheiro e atenção e ainda assim nos dão uma lição de alegria não tem preço”, encerra. 

Esse foi o primeiro ano que o SAS Brasil realizou atendimentos médicos e ações de sustentabilidade e entretenimento em comunidades indígenas. Entre os dias 25 e 26 de agosto, nossa expedição passou pelas aldeias Limão Verde, Buritizinho e Aldeinha, em Aquidauana (MS). 

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